sexta-feira, 16 de julho de 2010

cap. XI - a decisão de Fernanda

- Viu... Fer, eu ainda to aqui.
Eu seria a maior vaca de todas se eu aceitasse ele, mas eu estava sozinha, se eu não o aceitasse não teria ninguém. Abracei-o.
- Desculpa, eu sou uma... - interrompeu-me.
- Não Fer, você não é nada, você é linda e eu te amo. - disse, beijando-me.
De algum jeito, o seu beijo, seu abraço e sua voz me acalmavam, faziam eu me sentir viva, feliz. Ele era tudo o que eu queria, agora.
- Me desculpa, eu te amo.
- Desculpa por que?
- Porque eu fui uma babaca, e não percebi que era você quem eu precisava, que é você quem me completa.
Pude ver seus lindos olhos negros brilhando.
- Não precisa pedir desculpa, não precisa dizer mais nada. Eu te entendo, e eu te amo. Quer namorar comigo? Dessa vez é sério.
- Ga...Gabriel. - sorri. - Sim!
Estava decidida, esqueceria o Pedro e ficaria com Gabriel, não importa mais nada para mim agora, eu só quero poder sempre sentir seu lábio no meu, seu corpo. Eu amo ele, eu amo o Gabriel! Ficamos a tarde inteira deitados na cama, abraçados (não fizemos nenhuma safadeza dessa vez), conversando. Estava feliz e certa de que podia confiar nele.
- Amor. Posso te apresentar pros meus pais?
- Mas eles não vão brigar por que eu sou muito novo e blábláblá?
- Se brigarem tudo bem, mas pelo menos a gente não vai ficar tendo que se esconder do meu irmão e deles.
- Tá então.
Fomos ao quarto deles. Minha mãe abriu a porta, pois meu pai estava trabalhando, como sempre.
- Filha! Não esperava que você viesse nos visitar.
- É, é. Tanto faz. Mãe, pai. - entrei no quarto deles, puxando o Gabriel junto. - Esse é o Gabriel, e a gente tá namorando.
Meu pai levantou da cadeira e olhou-me.
- É o que?

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